CORONEL PERCY FAWCETT

Em 1925 aconteceu à expedição Fawcett. A expedição que virou lenda e novamente atraiu a atenção do mundo todo para as cidades perdidas na Amazônia.

O Coronel Percy Fawcett pertencia a Guarda Real Inglesa e era altamente conceituado, tendo servido por alguns anos na Índia. A primeira vez em que esteve no Brasil foi por volta de 1920 representando a Inglaterra que era mediadora na disputa de terras entre o Brasil e a Bolívia. Depois de examinar registros antigos e ouvir minuciosamente velhas histórias, Fawcett ficou convencido de que haveria uma grande cidade perdida nas florestas do Brasil. Fawcett chamou essa cidade de “Z” e três anos depois, entusiasmado com essas histórias, ele resolveu voltar. Mas desta vez com a idéia de formar uma expedição e entrar na floresta em busca da origem das lendas.

Fawcett planejou uma expedição cujos membros eram ele mesmo, seu filho Jack e o amigo de Jack, chamado Raleigh Rimell, que era fotógrafo de um jornal. Ele optou por uma pequena expedição porque acreditava que um grupo pequeno pareceria menos como uma invasão para os índios e conseqüentemente seria menos provável de sofrerem um ataque. A rota foi cuidadosamente planejada e Fawcett combinou com outras pessoas que se caso não retornassem, uma expedição de salvamento não deveria ser enviada. Acreditava que seria perigoso demais.

Logo depois de desembarcar no Brasil ele conseguiu uma audiência com o presidente Artur Bernardes, a quem expôs seus objetivos. O presidente não quis tomar qualquer decisão sozinho e consultou o Marechal Candido Rondon que desaprovou totalmente o plano de Fawcett e fez com que o governo brasileiro negasse a permissão para o projeto. Fawcett retornou a Inglaterra, mas não abandonou a idéia da expedição.

Em 1924 fez novo pedido de autorização ao governo brasileiro e desta vez trouxe recomendação da rainha da Inglaterra e várias outras personalidades influentes na época. Novamente o Presidente da República chamou o Marechal Rondon para que opinasse sobre a pretensão do explorador inglês. Rondon manteve seu ponto de vista e mais uma vez se manifestou contra o projeto. Prometeu até organizar uma expedição brasileira e convidar Fawcett e seus companheiros para participar.

Fawcett não aceitou porque desejava uma expedição só dele, puramente inglesa e composta apenas de três pessoas: ele, seu filho e um amigo do seu filho. O Marechal Rondon discordou, mas diante das recomendações apresentadas por Fawcett o presidente acabou autorizando a expedição. Depois que Fawcett saiu, Rondon ainda disse ao presidente que: “Esse senhor vai desaparecer nas matas brasileiras e nós ainda vamos ser chamados para procurá-lo”. O presidente respondeu que a sorte estava lançada.

Logo depois de autorizado pelo governo brasileiro ele partiu de Cuiabá, passando pela Chapada dos Guimarães em direção à aldeia dos índios Bakairi. Aparentemente a cidade perdida procurada por Fawcett estaria localizada na região do rio Culuene e o rio das Mortes na Serra do Roncador, no Mato Grosso. Mais tarde verificou-se que Fawcett nunca forneceu as coordenadas precisas de sua movimentação, para que nenhuma expedição posterior encontra-se o seu caminho.

Chegando à aldeia dos Bakairi, Fawcett conseguiu que meia dúzia de índios o acompanhasse na viagem. Com eles desceu o Culuene e parou quando encontrou a primeira aldeia dos índios Nahuquá, localizada na margem daquele rio. Nesse local os índios Bakairi deixaram a expedição e regressaram à aldeia de onde tinham partido.

Fawcett pediu então aos índios Nahuquá que os levassem à qualquer aldeia que existisse mais a nordeste, pois dali seguiriam rumo à Serra do Roncador. Os índios disseram que naquela direção só existia a aldeia dos Kalapalos e mais para o norte a aldeia dos Kuikuru, mas a dos Kalapalos era a que Fawcett deveria passar rumo à serra do Roncador.

Assim, três índios Nahuquá partiram em companhia de Fawcett para o acampamento dos Kalapalos. Quando chegaram encontraram a aldeia totalmente deserta, pois os índios tinham se mudado para outro acampamento localizado à margem direita do rio Culuene perto de uma lagoa que mais tarde veio a ser chamada de Lagoa Verde.

Fawcett não desanimou. Ainda com os índios Nahuquá, marchou em direção ao acampamento, onde encontrou Caiábi, o grande chefe Kalapalo daquela época, e também o genro deste -Isarari – que mais tarde se tornaria muito conhecido, porque foi tido como responsável pela morte do explorador inglês.

Em 29 de maio de 1925 Fawcett mandou uma mensagem para sua esposa, indicando que eles estavam prontos para entrar em território inexplorado. Esta seria a última notícia oficial que se ouviria da expedição. No ano de 1925 o explorador inglês Percy Harrison Fawcett, desapareceu na cidade subterrânea de Erks, na Serra do Roncador, junto com seu filho Jack e o amigo Raleigh Rimel. 

A expedição se converteu em lenda, já que o objetivo máximo, era encontrar as chaves da cidade Atlantes, que estaria intacta e cuja entrada se situaria numa cavidade subterrânea. Até nossos dias, ainda há aventureiros que esperam encontrar esse lugar que havia absorvido a muitos anos aqueles exploradores ingleses. Acredita-se que nesse lugar se encontra o símbolo mais importante e poderoso do império incaico, chamado Disco Solar. Na rota explorada em busca do El Paititi, se encontra um muro com símbolos que dariam as chaves para o ingresso a esse mundo subterrâneo, já que os mesmos indígenas Machiguengas, guardiães do lugar, dizem que dentro dele vive gente.

Timothy Paterson

Outro que não poderíamos deixar de citar é o eminente pesquisador Timothy Paterson, sobrinho do Cel. Fawcett. É de nacionalidade inglesa, arqueólogo, explorador e esoterista, ex-oficial da infantaria do exército da Rainha da Inglaterra e já esteve por algumas vezes no Brasil (Serra do Roncador em Barra do Garças) .

Em 1.980, Paterson publicou um livro na Itália, onde estava residindo, intitulado O Templo de IBEZ (publicado no Brasil em 1.983), onde procurou explicar a origem de IBEZ (já mencionada anteriormente), enigma de caráter universal que oculta o mistério do Rei do Mundo.

Também tratou da expedição do Cel. Fawcett (seu tio) sob o enfoque iniciático e de seu desaparecimento na Serra do Roncador, além de tratar especialmente daquela região misteriosa no estado de Mato Grosso. Assim ele escreveu:
“A atual cidade de IBEZ no Roncador, da qual o Monastério Teúrgico do Roncador é um prolongamento externo, é presidida pelo Logos Solar dos Mestres Teúrgicos, chefiada por sua vez pelo ‘Quinto Senhor’”.

Na cidade subterrânea de IBEZ as pessoas se movem ainda entre a terceira e a quarta dimensão, onde ainda os ‘deuses caminham entre os homens’, como acontecia sobre a Terra antes de sua Queda.

Na cidade subterrânea de IBEZ, no Roncador, está conservado o resplandecente Homem de Ouro, que não é outro senão o El Dorado, que os conquistadores espanhóis procuram em vão durante anos.

Também sobre o assunto, resumimos uma entrevista concedida ao jornal carioca O Globo, em 1939, pelo Instrutor Chefe da Sociedade Brasileira de Eubiose, Professor Antonio Castaño Ferreira, que saiu publicada com o seguinte título:
Uma Montanha Sagrada no Roncador, já citada nos Textos Antigos:

Baseamo-nos na tradição secreta, de que esta Instituição é depositária, para afirmar os fatos estranhos sobre O Roncador, pois estamos ligados espiritualmente a todos os centros místicos do mundo, que conservam, desde a mais remota Antigüidade, uma ciência avançadíssima.

Tal ciência hierática e avassaladora pretende abarcar em toda a plenitude de sua intrínseca natureza, a lei que rege a evolução.

Por isso a nós outros é concedido o direito de sabermos não só da história de quantas civilizações já floresceram na Terra, como também das que vão surgir no futuro.

Todas as civilizações prendem-se, nas suas origens mais afastadas, a um centro orográfico que persiste na história, para uns, e na lenda para outros, como local sagrado onde os deuses se apresentavam, para confiar aos caudilhos da raça as grandes verdades que deveriam perpetuar-se em sua prístina pureza, no âmago das religiões.

Uma expedição norte-americana estipendiada pela revista The National Geografic Magazine, descobriu no Peru, próximo ao Rio Urubamba, as monumentais ruínas do império inca de Machu-Pichu, otimamente descrito na citada revista.
Daí se pode tirar a ilação de que Machu-Pichu se comunica subterraneamente com o Ararat brasileiro ou o misterioso Roncador.

Os homens da “Bandeira Piratininga” poderão atingir o Roncador, encontrar as reminiscências de remotíssimas civilizações, tal como aconteceu com a expedição americana aludida acima, topar até com grandes seres, falar-lhes, mas os segredos propriamente ditos, do Roncador, e que constituem o cabedal de tradições milenares, e a razão cíclica de existirem centros como aquele, isso lhes será irredutivelmente negado.

Esta entrevista, como se vê, foi realizada por ocasião da partida da célebre Bandeira Piratininga que se propunha, entre outras coisas, a desvendar a realidade da existência da Serra do Roncador, tida por muitos como uma lenda.

A história sobre as causas que teriam arrastado Fawcett à aventura foi dada a público pelo bandeirante Willy Aureli, chefe e organizador da já citada “Bandeira Piratininga”, ao qual coube a glória de, arrostando perigos e com esforços sobre-humanos, alcançar a tão decantada Serra do Roncador, provando assim a sua real existência, dada como fictícia, pois jamais fora atingida nos tempos recentes por qualquer outra expedição.

Em seu livro intitulado Bandeirantes do Oeste, aquele sertanista dedica um capítulo inteiro ao Cel. Fawcett. Diz ele:
“Foi quando surgiu no meu horizonte o Coronel Sir Percival Fawcett, o homem que até hoje atrai as atenções do mundo civilizado por ter desaparecido misteriosamente, quando tentava alcançar a Serra do Roncador e descobrir, conforme ele mesmo declarara, os restos da mitológica Atlântida e um estranho povo que estaria vivendo nos contrafortes e dobras da cordilheira”!

Documentário do Roncador

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